domingo, 29 de maio de 2016

Gestão educacional: como criar uma escola de sucesso?


Gerenciar uma escola é uma atividade desafiadora. Quem trabalha nesta área sabe: suas prioridades, é claro, serão sempre os alunos e o processo de ensino e aprendizagem. Entretanto, para gerir uma escola de maneira bem-sucedida, é necessário lidar com aspectos dos mais diversos, os quais exigem talentos adicionais para o bom gestor.
Entre esses muitos aspectos está o planejamento escolar, a interação com toda a sua equipe – funcionários e professores –, o relacionamento com os pais dos alunos e a criação de uma cultura positiva, para que os alunos sintam-se bem na escola e explorem todo seu potencial.
Nesse texto, abordaremos como otimizar essas questões e forneceremos ideias sobre como um gestor escolar pode lidar com os inúmeros desafios que se apresentam diariamente a estes profissionais.

DICAS PARA UMA GESTÃO EDUCACIONAL MAIS EFICIENTE


1. FAÇA UM PLANEJAMENTO ESCOLAR


O primeiro passo para fazer uma boa gestão educacional é ter um planejamento forte e bem definido.Antes do ano letivo começar, trace metas, objetivos e estratégias, tanto para curto como para médio e longo prazo. Faça isso para todos os setores: desde o pedagógico até o orçamentário.
Se fizer um planejamento para um ano, plante milho. Se planejar para uma década, plante árvores. Quando planejar para a vida, treine e eduque pessoas.
– provérbio chinês
Imprevistos sempre irão ocorrer. Por isso, tente se preparar da melhor forma possível para lidar com eles. Busque um tempo na agenda para rememorar, de acordo com sua experiência, problemas que aconteceram em cada uma das áreas que administra, e analise se há possibilidade de eles se repetirem ou não. Além disso, toda vez que um problema vier dar as caras em sua escola, anote-o por escrito e mantenha-o em um arquivo. Será um lembrete do que deu errado e o que foi feito para corrigi-lo, para servir de alerta e evitar que se repita.
Para o setor orçamentário, é bom montar uma planilha de gastos mensais e a manter sempre atualizada. Saber onde estão as menores e maiores despesas da escola irá ajudar a escolher as áreas e os projetos que podem ser cortados ou receber mais investimento.
Já para o setor pedagógico, serão necessárias reuniões e comunicação com sua equipe. Veja os itens a seguir para maiores informações sobre esses aspectos.

2. TENHA UMA BOA COMUNICAÇÃO COM A SUA EQUIPE


Comunicar-se bem e ter uma relação de confiança com todos seus professores e funcionários é essencial em uma boa gestão escolar. O primeiro passo é conhecer bem sua equipe.
Quais são os pontos fortes e os pontos fracos de cada um dos profissionais da escola? Quais as atividades que gostam de exercer? Quais seus pontos de vista sobre o local de ensino?
Para tanto, marque reuniões (no mínimo, mensais) com cada profissional, apenas vocês dois. Em uma conversa aberta e sincera, escute com atenção as questões levantadas pelo professor e reflita sobre seu posicionamento na escola. Com humildade e vontade de aprender, o gestor receberá um retorno impagável sobre os ‘bastidores’ do ensino.
Além disso, ao aprender mais sobre cada pessoa, você terá mais facilidade em delegar tarefas específicas e aumentará as chances de que essas tarefas sejam realizadas com sucesso.
Saber delegar, aliás, também é uma função importante de um profissional da gestão educacional e que envolve boa comunicação. Como gestor, você não precisará realizar todos os detalhes de todos os projetos da escola. O importante é manter uma comunicação fluida, aberta e constante com o funcionário responsável e mostrar confiança em seu trabalho. Faça reuniões periodicamente para se manter informado do andamento dos projetos, e se mostre sempre presente.
Quando um funcionário quiser conversar ou tirar dúvidas, seja acessível e tente retornar, da forma mais rápida possível, suas ideias, críticas e sugestões. Também coloque-se à disposição para ajudar no que for necessário.
Na hora das conversas, é importante ser justo e verdadeiro. Elogie os pontos positivos, mas não omita os aspectos nos quais aquele funcionário pode melhorar. Ninguém gosta de levar bronca, mas, feita do jeito certo, ela pode se transformar em um trampolim para uma melhora substancial na qualidade do trabalho prestado.

3. ESTIMULE A PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS E MANTENHA-OS BEM INFORMADOS


Como vimos acima, fazer reuniões periódicas é fundamental para as escolas, pois professores e funcionários, e o gestor principalmente, precisam se manter sempre informados de todos os projetos em andamento.
Ao longo dessas reuniões, dois aspectos são importantes: mantenha sua equipe bem informada eestimule a participação de todos.
Ao dividir informações com sua equipe, você demonstrará confiança e criará um bom ambiente no qual decisões mais corretas podem ser tomadas. Esconder fatos e detalhes pode levar à desconfiança dos demais e gerar uma noção de maior separação entre o gestor e os funcionários, o que vai eventualmente estimular conflitos internos difíceis de se resolver.
É preciso mostrar que o processo de tomada de decisões na reunião é democrático e a opinião de todos deve ser ouvida. Nas reuniões, encoraje professores e funcionários a participar e contribuir de forma construtiva. Essa é a melhor maneira de chegar a novas ideias e resolver problemas.

4. TENHA UMA BOA COMUNICAÇÃO COM OS PAIS E AS MÃES DOS ALUNOS

Os pais dos alunos sempre irão querer saber o que está acontecendo dentro das escolas e como seus filhos estão sendo educados. Manter uma boa comunicação com eles, tanto pessoal quanto indiretamente, é tarefa de toda a equipe de ensino.
Isso pode ser feito através das tradicionais reuniões periódicas ou através de meios mais modernos, como um bom site na internet ou páginas em mídias sociais. Em reuniões, realce os principais valores e pontos positivos da escola, fale sobre seus projetos atuais e futuros e, é claro, fique aberto a sugestões e críticas.
Nos casos de escolas primárias, principalmente, são os pais que escolhem as escolas para os filhos, então uma boa comunicação com eles ajuda a criar reputação e tem enorme capacidade de atrair novos alunos.

5. LEMBRE-SE SEMPRE: A ESCOLA É PARA O ALUNO


Nunca se esqueça que saber lidar bem com orçamentos, com sua equipe e com os pais é importante, porém o maior objetivo de todas as escolas deve ser o processo de ensino e de aprendizagem. Isto é, fazer com que seus alunos aprendam e tenham um bom ambiente para isso. O foca da gestão educacional deve sempre ser este.
Portanto, mantenha-se próximo dos alunos. Muitos gestores simplesmente abominam a ideia de se comunicar com faixas etárias ‘complicadas’, como adolescentes e pré-adolescentes. Mas essa comunicação abre portas riquíssimas e possibilidades incríveis de interação.
Converse periodicamente com os alunos e peça sua opinião sobre o que a escola pode fazer para que o processo de ensino seja mais eficiente. Pergunte sobre as aulas, os professores, o ambiente e tente entender o ponto de vista deles. É claro que muitas ideias espalhafatosas surgirão durante estes encontros; mais do que segui-las à risca, o importante aqui é dar vazão aos sentimentos dos principais personagens no mundo da educação. Com inteligência e prática, é possível discernir conceitos comuns entre os alunos e entender qual é a opinião prevalente sobre a escola como um todo.
Além disso, procure se manter sempre atualizado com novas técnicas de educação e ensino. Tecnologias diferentes estão sempre surgindo, e as novas gerações de alunos estão cada vez mais conectadas a esse universo tecnológico. A tecnologia pode tornar o ensino não apenas melhor, mas também mais fácil e divertido para os alunos.
 Quem busca sucesso no mundo da gestão educacional deve possuir um rol de habilidades técnicas, que vão desde a administração do pessoal ao planejamento de orçamentos e de programas educativos. Não é fácil, mas este é um mundo no qual o sucesso significa estudantes mais bem preparados para o mercado de trabalho e para a vida – e isto, todo gestor bem entende, absolutamente não tem preço e vale todo o esforço.
Todos os créditos são da  SÍLABE  BLOG
Acesse o link que segue para ter acesso a mais conteúdos sobre Educação.

Fonte: http://silabe.com.br/blog/gestao-educacional-como-criar-uma-escola-de-sucesso/

PERFIL DA GESTÃO ESCOLAR NO BRASIL

RESUMO

Esta tese tem por objeto a construção de um perfil da gestão escolar no Brasil, procurando cotejar as relações entre as concepções dos autores do campo e a realidade encontrada nas escolas públicas de educação básica. Esse perfil emerge, de um lado, da análise da produção acadêmica no país entre 1930 e 2004, utilizando-se para tanto das bibliografias de referência no campo (até a década de 1980) e dos resumos das teses e dissertações do banco de teses da CAPES. Por outra parte, a tese constrói o perfil do diretor e dos processos de gestão escolar a partir do banco de dados do SAEB 2003, coletado a partir dos instrumentos de medida de contexto (questionários) aplicados em diretores, professores e alunos de escolas públicas que participaram daquela avaliação. Discutindo teoricamente com diversos autores, especialmente com Weber e Bourdieu, a pesquisa avalia a face política da gestão escolar, os elementos da sua democratização, os instrumentos e processos da gestão, o papel do dirigente na condução da política escolar e a natureza da função de diretor e as formas de dominação nas relações de poder que se estabelecem na escola. O cotejamento daqueles perfis, mediado pela análise possibilitada pela base teórica, permite as seguintes conclusões: entre os diretores parece haver uma marca de gênero forte, que faz com que os homens ganhem mais e ascendam à função com menos idade e experiência e destacadamente ocupam proporcionalmente mais as direções das escolas nas quais o poder simbólico parece ser menos explícito; a gestão das escolas públicas caminha para ampliação da democratização da política escolar, mas há ainda forte presença do patrimonialismo e do controle político institucional sobre as escolas e seus dirigentes; as escolas cujos diretores foram eleitos têm conselhos mais ativos e construíram projetos pedagógicos de forma mais independente e com maior participação coletiva, sugerindo que há uma espécie de educação política mais ampliada nas escolas mais democráticas; os diretores mais experientes na educação tendem a ter mais disposição ao diálogo com os seus pares e com as comunidades do que os mais novos; a política escolar, centrada na figura do diretor, é articulada de maneira a articular o máximo possível os interesses da comunidade e as disposições dos sistemas de ensino, traduzidas pelos posicionamentos das instâncias superiores ao diretor.

Texto: ÂNGELO RICARDO DE SOUZA PERFIL DA GESTÃO ESCOLAR NO BRASIL Tese de Doutorado em Educação: História, Política, Sociedade Pontíficia Universidade Católica de São Paulo São Paulo, 2006.
link: http://www.nupe.ufpr.br/angelotese.pdf


GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA PÚBLICA:LIMITES E POSSIBILIDADES


Resumo:
A democracia e, consequentemente, a gestão democrática na educação, não se originam no interior da escola. No entanto, são postos como campo privilegiado de intervenções política e ideológica e trazem na sua essência pedagógica a possibilidade de construção de novos paradigmas e práticas que priorizem a via democrática no espaço escolar e, sociedade. O processo de gestão democrática constrói-se na correlação das forças políticas colocando o bem comum em primeiro plano. Discutir Gestão Democrática, os seus limites e as suas possibilidades é um grande desafio, dado a nossa própria experiência em democracia representativa. No entanto, sabemos que há um longo caminho a percorrer, o que exige de nós, professores, uma ação mais efetiva, ou seja, sair da zona de conforto,da espera do milagre, enfrentar desafios na busca de uma Gestão que priorize a educação como veículo para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária.

Palavras-chave: gestão democrática, educação e escola

Leia mais acessando o link da fonte.

Fonte:http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_tereza_garbin.pdf

sábado, 28 de maio de 2016

GESTÃO ESCOLAR - ENFRENTANDO OS DESAFIOS COTIDIANOS

Segue material disponibilizado pelo MEC.

É um livro disponível em PDF para que você possa baixar no seu computador se achar necessário.

O livro, como sugere seu título Gestão Escolar: enfrentando os desafios cotidianos em escolas públicas, reúne um conjunto de textos alguns dos quais resultantes de Trabalhos de Conclusão de Curso de estudantes da Especialização em Gestão Escolar, modalidade EAD, vinculada ao Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica MEC/SEB, parceria com a SEDUC/RO e UNDIME/RO. Há também textos elaborados por professores-pesquisadores vinculados a Fundação Universidade Federal de Rondônia/UNIR. Em todos eles o diferencial se encontra na abordagem que procura articular as reflexões teóricas com as situações concretas, e como este encontro deve ser proveitoso em prol do enfrentamento dos problemas com os quais se deparam os gestores escolares. Em 2007 a Fundação Universidade Federal de Rondônia firmou um convênio com a Fundação Rio Madeira (RIOMAR), com recursos do FNDE, para a execução do Curso de Especialização em Gestão Escolar. Trata-se de um curso de pós-graduação lato sensu voltado para a formação continuada e pósgraduada de dirigentes da educação básica. Objetivou formar, em nível de especialização, gestores educacionais das escolas públicas da Educação Básica e contribuir com a qualificação do gestor escolar na perspectiva da gestão democrática e da efetivação do direito à educação escolar básica com qualidade social. O curso foi executado no período de junho de 2008 a junho de 2009.
Para ter acesso a todo material clique aqui.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2170-livro-unir-2009&category_slug=dezembro-2009-pdf&Itemid=30192



quarta-feira, 30 de março de 2016

Gestão inovadora da escola com tecnologias


José Moran
Pesquisador, Professor, Conferencista e Orientador de projetos inovadores na educação 
Texto publicado em VIEIRA, Alexandre (org.). 
Gestão educacional e tecnologia. São Paulo, Avercamp, 2003. Páginas 151-164. 


 As condições de gerenciamento da muitas das escolas públicas são precárias. Infraestrutura deficiente, professores mal preparados, classes barulhentas. 
É difícil falar em gestão inovadora nessas condições. Mesmo reconhecendo essa dificuldade organizacional estrutural, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências. Conheço alguns diretores notáveis na sua capacidade de liderar, de motivar, de encontrar soluções para driblar o orçamento precário. Em uma escola pública da periferia de São Paulo um diretor manteve nos últimos anos a mesma equipe de professores e funcionários, problema de difícil solução nas escolas – a grande mudança de professores de um ano para outro. Você sentia no contato com a equipe que havia liberdade, confiança e amizade. O incentivo do gestor para que os professores aprendessem, se aperfeiçoassem, inovassem era constante. O diretor procurava apoio econômico em pequenas empresas vizinhas à escola. Organizava festas com a Associação de Pais para arrecadar fundos para manter os computadores, a Internet, para melhorar a infraestrutura. A escola estava aberta à comunidade com atividades de lazer e de aperfeiçoamento.[1] Assim como em escolas com problemas sérios encontramos professores que conseguem comunicar-se de forma significativa com seus alunos e ajudá-los a aprender, também há gestores que superam as limitações organizacionais e contribuem para transformar a escola em um espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis. Tecnologias na gestão escolar Quando falamos em tecnologias costumamos pensar imediatamente em computadores, vídeo, softwares e Internet. Sem dúvida são as mais visíveis e que influenciam profundamente os rumos da educação. Vamos falar delas a seguir. Mas antes gostaria de lembrar que o conceito de tecnologia é muito mais abrangente. Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam. A forma como os organizamos em grupos, em salas, em outros espaços isso também é tecnologia. O giz que escreve na lousa é tecnologia de comunicação e uma boa organização da escrita facilita e muito a aprendizagem. A forma de olhar, de gesticular, de falar com os outros isso também é tecnologia. O livro, a revista e o jornal são tecnologias fundamentais para a gestão e para a aprendizagem e ainda não sabemos utilizá-las adequadamente. O gravador, o retroprojetor, a televisão, o vídeo também são tecnologias importantes e também muito mal utilizadas, em geral. Quando uma escola pobre diz que não tem tecnologias isso é, em parte correto, porque sempre estamos utilizando inúmeras tecnologias de informação e de comunicação, mais ou menos sofisticadas. Na escola combinamos tecnologias presenciais (que facilitam a pesquisa e a comunicação estando fisicamente juntos) e virtuais (que, mesmo estando distantes fisicamente, nos permitem acessar informações e nos mantêm juntos de uma outra forma). Agora vamos falar das tecnologias de gestão administrativa e pedagógica, principalmente através do computador e da Internet. Programas integrados de gestão administrativo-pedagógica Um diretor, um coordenador tem nas tecnologias, hoje, um apoio indispensável ao gerenciamento das atividades administrativas e pedagógicas. O computador começou a ser utilizado antes na secretaria do que na sala de aula. Neste momento há um esforço grande para que esteja em todos os ambientes e de forma cada vez mais integrada. Não se pode separar o administrativo e o pedagógico: ambos são necessários. Numa primeira etapa privilegiou-se o uso do computador para tarefas administrativas: cadastro de alunos, folha de pagamento. Depois, os computadores começaram a ser instalados em um laboratório e se criaram algumas atividades em disciplinas isoladas, em implementação de projetos. As redes administrativa e pedagógica, nesta primeira etapa, estiveram separadas e ainda continuam funcionando em paralelo em muitas escolas. Encontramo-nos, neste momento, no começo da integração do administrativo e do pedagógico do ponto de vista tecnológico. Existem no mercado programas de gestão tecnológica que têm como princípio integrar todas as informações que dizem respeito à escola. Eles possuem um banco de dados com todas as informações dos alunos, famílias, professores, funcionários, fornecedores e, do ponto de vista pedagógico, bancos de informações para as aulas, para as atividades de professores, dos alunos, bibliotecas virtuais, etc. Todo esse conjunto de informações costuma circular primeiro numa rede interna, chamada Intranet, à qual alunos, professores e pais podem ter acesso, em diversos níveis, por meio de senhas. Num segundo momento, a Intranet se conecta com a Internet, abre-se para o mundo através de uma página WEB, uma página na Internet, que tem como finalidade imediata a divulgação da escola - marketing -, e como finalidade principal, facilitar a comunicação entre todos os participantes da comunidade escolar. Gestão administrativa Os principais colégios e universidades do Brasil utilizam esses programas integrados de gestão. Diminuem a circulação de papéis, formulários, ofícios, tão comuns nas escolas públicas e convertem todas as informações em arquivos digitais que vão sendo catalogados, organizados em pastas eletrônicas por assunto, assim como o fazemos na secretaria, só que ficam armazenados num computador principal, chamado servidor.[2] A inscrição dos alunos é feita via computador. O cadastro do aluno e da sua família pode ser atualizado a qualquer momento. O programa gera o número de matrícula do aluno, se for paga, emite um boleto para pagamento no banco ou pela Internet. Emite boletins dos alunos com as notas ou conceitos e observações. Em outro diretório, tem o cadastro dos professores, com todos os dados relevantes de cada um organizado em pastas eletrônicas, que podem ser atualizadas a qualquer momento. Pode-se avançar, numa segunda etapa, para automatização do controle da frequência de alunos e professores, principalmente nas grandes cidades, nas escolas com número grande de classes: o programa registra num cartão magnético a entrada e saída de alunos e professores através de catracas eletrônicas. Alguns colégios particulares e universidades têm, em lugar do cartão eletrônico, um controle chamado biométrico, que registra e confere as digitais do dedo polegar de cada membro da escola. O próximo passo, adotado por alguns bancos, é o do controle através do nosso olhar, da íris dos nossos olhos. Mas isso chegará às escolas dentro de alguns anos, quando for mais barato. Há uma outra área importante de informatização, do ponto de vista administrativo, que é o controle financeiro, de entradas e saídas de dinheiro: receita e despesa. O programa integra também todas as despesas e permite fazer projeções sobre o tempo que levará para equilibrar receita e despesa, se vai haver déficit ou superávit. Permite também que professores e funcionários possam fazer seus pedidos de materiais: livros, cadernos, software... on-line, isto é, diretamente pela rede, através do computador. Gestão pedagógica O administrativo está a serviço do pedagógico e ambos têm de estar integrados, de forma que as informações circulem facilmente – com as restrições de acesso necessárias –, para visualizar qualquer informação que precisarmos checar ou para fazer previsões necessárias. Nos últimos anos tem aumentado muito a quantidade e tem havido também grandes avanços na qualidade das informações disponíveis on-line para a comunidade escolar e para o público em geral. Os grandes colégios estão se transformando em verdadeiros portais de informação, com áreas dedicadas aos professores, outras aos alunos, aos pais e ao público em geral. A Internet é um espaço virtual de comunicação e de divulgação. Hoje é necessário que cada escola mostre sua cara para a sociedade, que diga o que está fazendo, os projetos que desenvolve, a filosofia pedagógica que segue, as atribuições e responsabilidades de cada um dentro da escola. É a divulgação para a sociedade toda. É uma informação aberta, com possibilidade de acesso para todos em torno de informações gerais. Há um segundo nível de comunicação do colégio pela Internet, que é com a comunidade local: com as famílias dos alunos, com as associações, empresas, grupos organizados, igrejas e outras instituições que estejam localizadas perto da escola. Cada vez é mais importante que a escola se integre na comunidade local, que crie laços com pessoas e grupos significativos, que traga os pais para o colégio, que abra seus espaços para atividades de lazer e culturais, principalmente nos fins de semana e nas férias. E a página na Internet pode ser um espaço privilegiado de informação e de comunicação. Não basta só informar quais atividades existem, mas criar caminhos de comunicação, principalmente através de email, listas de discussão[3], fóruns[4] e chats[5] . Num terceiro nível, a página da escola focaliza diretamente os professores, os alunos e os funcionários, isto é, a comunidade de ensino-aprendizagem. Há áreas de informação e de comunicação. De informação, são importantes a Biblioteca Virtual, com bases de dados com livros digitalizados, artigos, endereços na Internet, comentados, banco de imagens e sons. Cada professor pode ter uma página pessoal com suas disciplinas, atividades, projetos e materiais específicos. Pode haver também áreas de comunicação como listas de discussão, fóruns e chats. Os alunos têm acesso à Biblioteca Virtual, onde há também atividades e projetos relacionados à série em que se encontram e a cada área de aprendizagem. Geralmente a área do aluno na Internet é dividida por níveis: educação infantil, primeira a quarta série, quinta a oitava, ensino médio. Em cada série há uma área para acesso a materiais de cada professor, a comunicação com professores e até plantão de dúvidas (atendimento on-line). Os alunos também podem divulgar suas produções principais: pesquisas, projetos, visitas. Os alunos também podem comunicar-se por e-mail, listas de discussão, chats com professores e com outros colegas. Pedagogia da gestão pedagógica Cada escola tem uma situação concreta, que interfere em um processo de gestão com tecnologias. Se atende a uma comunidade de classe alta ou de periferia, mesmo com os mesmos princípios pedagógicos, terá que adaptar o seu projeto de gestão a sua realidade. Na implantação de tecnologias o primeiro passo é garantir o acesso. Que as tecnologias cheguem à escola, que estejam fisicamente presentes ou que professores, alunos e comunidade possam estar conectados. Mesmo ainda distantes do ideal temos avançado bastante nos últimos anos na informatização das escolas. Mas a demanda por novos laboratórios, por conexões mais rápidas, por novos programas é incessante e isso deixa também amedrontado o gestor, porque não sabe se o investimento vale a pena diante da rapidez com que surgem novas soluções ou atualizações tecnológicas. Neste campo não convém ir na última moda (a última versão sempre é a mais cara e uma semelhante, um mínimo inferior, costuma custar muito menos) nem esperar muito, porque já estamos atrasados nos processos de informatização escolar. O segundo passo na gestão tecnológica é o domínio técnico. É a capacitação para saber usar, é a destreza que se adquire com a prática. Se o professor só toca no computador uma vez por semana demorará muito mais para dominá-lo que se tivesse um computador sempre a disposição dele. O terceiro passo é o do domínio pedagógico e gerencial. O que podemos fazer com essas tecnologias para facilitar o processo de aprendizagem, para que alunos, professores e pais acessem mais facilmente as informações pertinentes. Nesta etapa costumamos utilizar as tecnologias como facilitação do que já fazíamos antes. Por exemplo: se fazíamos a ficha de cada aluno manualmente, agora adquirimos um programa que automatiza o registro desse aluno e o acesso a essas informações a qualquer momento. É um avanço, mas ainda estamos fazendo as mesmas coisas que antes, só de uma forma mais fácil. O quarto passo é o das soluções inovadoras que seriam impossíveis sem essas novas tecnologias. No exemplo anterior, com a Internet, podemos não só facilitar o registro do aluno, mas o acesso remoto, o acesso do pai às notas dos alunos, a comunicação de alunos de várias escolas do mundo inteiro, a integração telemática dos pais e da comunidade na escola ou da escola em várias comunidades. A integração da gestão administrativa e pedagógica se faz de forma muito mais ampla com os computadores conectados em redes. 

Curso Gestão Escolar e suas Tecnologias